19/04/2010



Hoje, enfim, resolvi tomar uma verdadeira decisão sobre um determinado assunto... Eu ainda procuro entender por que a gente mesmo não querendo, se importa com a opinião de muitas pessoas. Muitas vezes, uma coisa está na ponta da sua língua, e você se limita em dizê-la. E por que? Porque você muitas vezes têm medo de se expressar, medo do que as pessoas podem dizer com relação a você. Isso é realmente algo deprimente. Aonde foi parar a coragem? As pessoas deixaram ela desgastar-se com o tempo, infelizmente. Mas eu ainda acho que muitas vezes as pessoas não se expressam, não por falta de coragem, e sim por falta de informação ou de uma opinião formada. Por incrível que pareça, existem pessoas que não tem sua opinião formada! Formando-as na hora, sabe-se lá como. De certa forma, é ruim isso. Como uma pessoa não pode ter uma opinião formada? Já cheguei até esse ponto. Felizmente, estou me livrando disso. Dessa velha história de que cada pessoa tem sua opinião, mas nem sempre ela é uma opinião concreta. Hoje de tarde, resolvi pesquisar sobre um certo autor no qual estudei na aula de português. Sinceramente, sei que na aula parecia estar disperça, mas estava com minha mente focada naquele assunto. Ele realmente me deixou intrigada, tanto que quase não falei na aula. Falei apenas o necessário. Isso é uma coisa quase que milagrosa de se acontecer comigo... Logo eu que gosto tanto de opinar. Mas, hoje eu fui vencida pelo o assunto, que realmente me deixou intrigada. Percebi que o determinado autor: Thiago Mello é realmente um grande autor. Como a professora disse, resolvi procurar o seu texto mais conhecido, conhecido em todo o mundo. Como hoje já expressei muito minha opinião, vou apenas deixar o texto aqui e amanhã vou expressar minha opinião. Beijos. Sarah Miranda.

Os Estatutos do Homem.
Artigo I 
Fica decretado que agora vale a verdade.
agora vale a vida,
e de mãos dadas,
marcharemos todos pela vida verdadeira.
 
Artigo II 
Fica decretado que todos os dias da semana,
inclusive as terças-feiras mais cinzentas,
têm direito a converter-se em manhãs de domingo. 

Artigo III  
Fica decretado que, a partir deste instante,
haverá girassóis em todas as janelas,
que os girassóis terão direito
a abrir-se dentro da sombra;
e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro,
abertas para o verde onde cresce a esperança. 

Artigo IV 
Fica decretado que o homem
não precisará nunca mais
duvidar do homem.
Que o homem confiará no homem
como a palmeira confia no vento,
como o vento confia no ar,
como o ar confia no campo azul do céu. 

        Parágrafo único:  
        O homem, confiará no homem
        como um menino confia em outro menino. 

Artigo V  
Fica decretado que os homens
estão livres do jugo da mentira.
Nunca mais será preciso usar
a couraça do silêncio
nem a armadura de palavras.
O homem se sentará à mesa
com seu olhar limpo
porque a verdade passará a ser servida
antes da sobremesa. 

Artigo VI  
Fica estabelecida, durante dez séculos,
a prática sonhada pelo profeta Isaías,
e o lobo e o cordeiro pastarão juntos
e a comida de ambos terá o mesmo gosto de aurora. 

Artigo VII  
Por decreto irrevogável fica estabelecido
o reinado permanente da justiça e da claridade,
e a alegria será uma bandeira generosa
para sempre desfraldada na alma do povo. 

Artigo VIII   
Fica decretado que a maior dor
sempre foi e será sempre
não poder dar-se amor a quem se ama
e saber que é a água
que dá à planta o milagre da flor. 

Artigo IX 
Fica permitido que o pão de cada dia
tenha no homem o sinal de seu suor. 
Mas que sobretudo tenha
sempre o quente sabor da ternura. 

Artigo X  
Fica permitido a qualquer  pessoa,
qualquer hora da vida,
uso do traje branco. 

Artigo XI 
Fica decretado, por definição,
que o homem é um animal que ama
e que por isso é belo,
muito mais belo que a estrela da manhã. 

Artigo XII   
Decreta-se que nada será obrigado
nem proibido,
tudo será permitido,
inclusive brincar com os rinocerontes
e caminhar pelas tardes
com uma imensa begônia na lapela. 

        Parágrafo único:
        Só uma coisa fica proibida:
        amar sem amor. 

Artigo XIII 
Fica decretado que o dinheiro
não poderá nunca mais comprar
o sol das manhãs vindouras.
Expulso do grande baú do medo,
o dinheiro se transformará em uma espada fraternal
para defender o direito de cantar
e a festa do dia que chegou. 

Artigo Final.   
Fica proibido o uso da palavra liberdade,
a qual será suprimida dos dicionários
e do pântano enganoso das bocas.
A partir deste instante
a liberdade será algo vivo e transparente
como um fogo ou um rio,
e a sua morada será sempre
o coração do homem.
Thiago Mello.

Nenhum comentário:

Postar um comentário