20/06/2010

É muito comum, a gente ver rodinhas de pessoas, e pessoas adultas, que poderiam ser de bem, dando belas gargalhadas, divertindo-se dos julgamentos que fazem de terceiros, achando que são os reis da sabedoria, esquecendo suas idiossincrasias.  Esquecem que os homens caminham pela face da terra em fila indiana. Na fila indiana, as pessoas caminham com duas sacolas. Na sacola de frente, nós colocamos nossa qualidades, na sacola de trás guardamos nossos defeitos. Por isso, na jornada da vida mantemos nossos olhos fixos nas virtudes que possuímos, presas orgulhosamente em nosso peito. Julgamo-nos os verdadeiros heróis, os mais importantes, os mais ricos, os mais poderosos e, em muitas ocasiões, humilhamos nosso ser semelhante, nosso próximo, irmão em Cristo. Como a sacola de trás carrega nossos defeitos, nós ficamos olhando impiedosamente nas costas do companheiro, que está adiante, os seus defeitos. Passamos a enxergar um ser humano só de um lado, pois as virtudes dele estão na sacola que está na frente e tome “TESOURA”, e não percebemos que a pessoa que está andando atrás de nós está pensando a mesma coisa a nosso respeito. Julgar não é correto, e nem nós temos esse direito, pior ainda quando utilizamos somente os pontos fracos de uma pessoa. Toda pessoa tem seu lado bom e tem o seu lado fraco. Antes de começar a falar de alguém, tudo que formos dizer dos outros, devemos passar pelas três peneiras da Sabedoria. A primeira é a peneira da verdade. Nela devemos nos perguntar: Temos certeza de que o que vamos dizer é verdade? Geralmente descobrimos que não temos certeza, e dizemos que alguém nos contou. Se alguém nos contou, não temos certeza da veracidade, então veremos que as informações passaram pelos furos da primeira peneira. Então vamos para a segunda peneira que é a da BONDADE; Será que o que vamos dizer de outras pessoas gostaríamos que dissessem de nós, ou é alguma coisa que vai trazer algo de bom para alguém? Geralmente descobrimos que não. Então as informações também passaram pelos furos da segunda peneira. Ainda resta uma peneira para as nossas informações, que é a Peneira da razão. Devemos nos perguntar: será que é mesmo necessário passar adiante essa história sobre meu irmão e companheiro? Se pensarmos melhor, descobriremos que não há nenhuma necessidade ou vantagem positiva em levar história sobre os outros para frente, o assunto passa pelos furos da Terceira Peneira, perdendo-se na imensa terra. Não sobrou nada para ser contado, e nosso próximo escapou de ser fuzilado, injustamente, pois como vimos, nem sempre o que pensamos e ouvimos, sobre as pessoas, são corretos. Se ao terminar de ler esta coluna, descobriremos, que algum momento deixamos de utilizar as 3 peneiras, não vamos nos deprimir, pois ainda temos tempo para acertar nossas vidas, pois todos os dias quando acordamos, recebemos de Deus o mais belo de todos os presentes: A DÁDIVA DA VIDA. Deus nos dá e nós administramos, façamos com que realmente valha a pena.     

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